Sublime União


22/02/2011


A FAMILIA DO MAÇOM

A FAMILIA DO MAÇOM


Domingos Prado

A FAMÍLIA DO MAÇOM A família para a Maçonaria é a base de tudo, depois de Deus..

Portanto, sob o critério filosófico A família é um dom dos maiores que recebemos de Deus. Não é somente uma realidade cultural que pertence a historia dos povos. É uma instituição natural criada por Deus.

A Maçonaria ilumina-nos sobre o sentido DA família. Somos criados à imagem e semelhança de Deus, cuja vida é comunhão profunda entre as pessoas. O ser humano não existe apenas para alimentar-se, crescer e ocupar espaço e tempo sobre a terra. É feito para “con-viver” (viver com), partilhar a vida com OS outros, viver em comunidade. Amadurecer no relacionamento fraterno e entrar em comunhão com o próprio Deus, não só nesta vida, mas por toda a eternidade. No projeto DA Maçonaria, a família é destinada a ser a “comunidade de pessoas unidas no amor”, Sacramento cujo núcleo é a união amorosa e fiel entre o homem e a mulher, caminho de aperfeiçoamento recíproco e fonte de vida.

A família é, também, um compromisso. A comunhão de vida não se realiza por encanto. É necessária a colaboração de cada um, para superar o egoísmo, abrir-se ao outro na doação conjugal e familiar. Requer-se, ainda, a cooperação DA sociedade para que se criem condições adequadas à vida em família. A finalidade primeira DA família, é o valor que lhe confere sentido, é a prole, sua educação física, psíquica, intelectual, moral, religiosa, econômica e social.

O berço doméstico é a primeira escola e o primeiro templo DA alma. A Casa do homem é a legítima exportadora de caracteres para a vida comum. Como esperar uma comunidade segura e tranqüila sem que o lar se aperfeiçoe? A Paz no mundo começa sob as telhas a que nos acolhemos. Se não aprendemos a viver em Paz entre quatro paredes, como aguardar a harmonia das nações? Se não nos habituarmos a amar o Irmão mais próximo, associado à nossa luta de cada dia, como respeitar o Grande Arquiteto do Universo, que é DEUS?

Tantos pais, irmãos e filhos se separam só pela necessidade de impor vontades, de ver “quem manda aqui”, quem ganha a condição de dono DA última palavra. Na maioria dos casos, numa reunião familiar, e com um pouco de humildade todos saberiam até onde ir e quando parar.

São naturais as discordâncias. O homem um dia há de aprender a combater as idéias e não as pessoas. Toda a discordância deve priorizar o respeito.

Se o “diálogo” antecedesse as nossas diferenças, não haveria espaço em nossos corações para ressentimentos e muito menos cultivaríamos sentimentos tão letais no que diz respeito aos outros.

O lar deve ser cultivado como um santuário. É nas lutas diárias do lar que nos preparamos para abraçar tarefas de vulto em prol DA humanidade. É preferível abdicar de servir à humanidade, se nos esquecemos dos compromissos prioritários de nosso lar.

Nos tempos atuais, em que tantos banalizam a vida e as ruas se tornam abrigos de órfãos de pais vivos, é hora de refletirmos sobre a Família e o papel do Maçom na Comunidade.

A Maçonaria quer que cada um de nós busque melhorar em todos OS sentidos, porque em assim fazendo estaremos no caminho certo que é a busca de uma melhoria cada vez maior para a humanidade.

O comportamento do Maçom se torna muito difícil na sociedade maçônica que na profana, porque na sociedade maçônica, OS indivíduos estão mais chegados uns aos outros, exigindo deles tolerância, fraternidade, principiando pela família, que reflete no procedimento social.

O cumprimento destas tarefas tão importantes para o indivíduo e para a comunidade significa, ao mesmo tempo, para OS maçons o desdobramento benéfico de suas próprias disposições.

O respeito e a realização de tão nobre tarefa não podem ficar a mercê do acaso ou DA arbitrariedade, mas deve ser assegurada por uma verdadeira obrigação.

A Maçonaria brasileira com o seu papel na formação do homem sempre foi uma constante na consciência de liderança nacional DA importância DA função DA família. À família é atribuído o papel de primeira célula DA organização social, responsável pela transmissão dos valores morais, espirituais, para que o mundo alcance a Paz.

Portanto, a família, para a Maçonaria, tem o merecimento que lhe atribuiu o Irmão Rui Barbosa que aconselhava: “multiplicai a célula e tendes o organismo. Multiplicai a família, e tereis a Pátria”.

A família natural do Maçom passa a ser também maçônica, a partir do momento em que o Iniciando recebe a luz (DA Iniciação), a primeira coisa que vê é seus novos Irmãos armados com espadas, jurando protegê-lo sempre que for preciso. Passa a ser tratado como Irmão, demonstrando-se, assim, o caráter fraternal DA Maçonaria. A partir daí, todos que a ele se referem o tratam por Irmão, OS filhos do Irmão passam a tratá-lo como “tio” e as esposas de seus Irmãos passam a ser “cunhadas”. Forma-se nesse momento um elo firme entre o novo membro DA Ordem e a família maçônica. Na realidade, uma Loja constitui uma família, pois todos OS seus membros são Irmãos entre si, sem o destaque hierárquico; O Venerável Mestre continua sendo o irmão do novel Aprendiz. Se existe essa família, a união de seus membros deve ser cultivada e todos se amarem com laços afetivos.

É difícil precisar, no entanto, como esse vínculo se cria e se mantém. Por quê? Ao sermos reconhecidos como Maçons o outro lado prontamente abre um sorriso amigo e o abraça, como se já o conhecesse de toda a vida. Que força é essa que nos une e faz com que homens de diferentes raças, credos, profissões e classes sociais, tenham um sentimento de irmandade mais forte entre eles, que entre irmãos de sangue ?

A Maçonaria reserva um lugar de destaque à Mulher. Com a evolução e a modernidade atuais, a mulher está conquistando, ao lado do homem, um lugar igual. E nós, Maçons, não temos motivos para combater os ideais de emancipação da mulher. Ao invés, é nosso dever amparar a mulher em seus esforços para obter liberdade e igualdade. Há casos em que o Candidato já está vivendo sua segunda união matrimonial. É importante que descubramos se sua esposa anterior e os filhos dessa união ficaram amparados e se o Candidato está cumprindo com os deveres como um dos construtores daquela família. Quem age corretamente não se opõe a essa providência, a Maçonaria destina-se tanto ao homem como a mulher, complementos que são um do outro e destinados como estão a constituir a família base celular de uma sociedade bem organizada. "Por isso deixa o homem pai e mãe, e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne" (Gêneses 2:24).

Se em nossos dias são freqüentes as agressões à família e à vida, é também confortador, podermos nos unir para abrir o coração para aprendermos através do estudo de nossos Rituais, que sempre nos ensina a força do Amor, capaz de sacrifício, diálogo e coragem.

O encontro semanal em nossas Lojas, sob a proteção do Criador, seja para nós um encontro com a própria família e a ocasião de sentirmos a alegria de sermos todos Irmãos à luz de Deus.

A Maçonaria convoca seus adeptos a oferecer seus serviços à família para que possa alcançar, dia a dia, o ideal de união revelado pelo Grande Arquiteto do Universo.

Bibliografia:Waldemar Sansão


GRUPO MAÇÔNICO ORVALHO DO HERMON
Fundado em 31 de maio de 2006 - ANO V
Rio de Janeiro – RJ – Brasil


Escrito por sublime Uniao às 13h46
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28/12/2010


Faça-se Luz ...

“Mais vale acender uma luz do que amaldiçoar a escuridão”.

Escrito por sublime Uniao às 17h20
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25/12/2010


Influências Cristãs na Maçonaria

Além da lenda que norteia nossos trabalhos, as religiões judaico-cristãs exerceram e pode até parecer estranho, ainda exercem influências em alguns Ritos. No Brasil o Rito mais praticado é o Escocês Antigo e Aceito e percebemos nos diversos graus que o constituem, citações explicitamente católicas (nome de santos por exemplo), porém não há dogmatismo religioso, mas em outros ritos temos situações muito interessantes: O Escocês Retificado tem seus princípios baseados e fundamentados na fidelidade à religião cristã, principalmente fé na Santíssima Trindade. E não pensem que é um rito antigo, ou em desuso, etc e tal, e se eu citar o Rito Sueco? Certamente alguém responderá: - Nunca ouvi falar! Pois é, a Maçonaria chegou na Suécia há 275 anos e a Svenska Frimurare Orden (Grande Loja da Suécia) tem em seu Quadro de Obreiros algo em torno de 16.000 membros e uma das prerrogativas para ser admitido é ser praticante da Fé Cristã; os rituais e graus são fundamentados não só na doutrina como na prática da liturgia católica. Mas, como fica a Igreja de Roma com suas Bulas Papais perante à Maçonaria Sueca? Fica o dito pelo não dito, afinal os Reis da Suécia sempre estiveram a frente da Grande Loja e um embate poderia gerar um problema de política internacional. Mas, no nosso caso devemos compreender muito bem que existem diferenças muito grandes entre “baseado” e influenciado”. Apesar da formatação dos trabalhos da Sublime Ordem estar ligado ao Velho Testamento não devemos esquecer que também estão presentes em nossos labores entre outros, o zoroastrismo, a astronomia, as ciências matemáticas e valores da cavalaria medieval. Em resumo, desde que houve a transformação da Maçonaria Operativa para a Maçonaria Especulativa foram codificados em SS.’.TT.’.PP.’. e Instruções, valores das mais variadas origens com o propósito de transformarem profanos em homens justos e de bons costumes. Portanto, nada mais natural que também tenhamos VALORES CRISTÃOS e esta é a “chave”, não sendo uma religião a Maçonaria não cultua o Cristo, mas recolhe em sua missão, instruções (valores) que devem ser observados. Esta é a tônica da maioria dos Ritos Maçônicos, pois o enlevo moral e ético está sempre em sintonia com valores espirituais. A Maçonaria usa símbolos cristãos, pois eles automaticamente nos remetem a significados que antes mesmo de sermos iniciados já conhecíamos. Por exemplo no ocidente uma cruz é símbolo de Fé e o que encontramos na Escada de Jacó? Ou mesmo a própria menção da Escada! Em nosso meio devemos tomar muito cuidado para não trazermos a religiosidade aos nossos trabalhos; a utilização de valores/símbolos religiosos/místicos/esotéricos destina-se exclusivamente ao aprimoramento do ser humano como cidadão, como pai, como filho, como profissional, como esposo e principalmente a prática material/profana do grande princípio cristão: "Ame a teu próximo como a ti mesmo e não faça aos outros o que não quer que façam contigo." Observem que há uma congruência entre o grande mandamento e as diretrizes maçônicas. A história do nascimento de Jesus, da estrela guia, os três reis MAGOS, os três presentes e a possibilidade de todos nós virmos no exemplo do mais “poderoso” servir como o mais “humilde”, nos remete às nossas iniciações. Mais do que nos tratarmos como Irmãos, precisamos reconhecer no outro o genótipo de “Filho do Pai”. Trinta e três anos passam muito rápido e é preciso muito comprometimento para erguer Templos e cavar Masmorras, pois há sempre aqueles que calam as vozes cortando gargantas ou pregando na cruz os arautos da Boa Nova. Veja no exemplo desse menino que hoje nasceu, o ideário maçônico, ao seu redor criou-se uma instituição universal, essencialmente filantrópica e filosófica; ele levou a verdade, criou um estatuto moral pela prática da solidariedade e trabalhou para o bem da Humanidade. Ensinou-nos os princípios da tolerância mútua, do respeito aos outros e de si mesmo e a liberdade absoluta de consciência. Ele foi o primeiro a ensinar que as concepções metafísicas são de domínio exclusivo da apreciação individual das pessoas e assim recusar toda a afirmação dogmática. Considerava o trabalho como um dos deveres primordiais do homem, honrando igualmente o trabalho manual e o intelectual. Juntou um grupo e os mandou a todos os recantos afim de que todos compartilhassem os laços fraternais que unem todos os homens sobre a superfície da Terra, os quais se devem auxiliar, esclarecer e proteger, mesmo com risco da própria vida. Recomendou aos seus discípulos que fosse o melhor exemplo daquilo que acreditavam e que tivessem determinação para que o direito prevalecesse sobre os caprichos humanos e sobre a força. O menino que hoje nasceu, viverá sempre tendo por divisa a Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade pela honra e glória de seu Pai e de seus Irmãos. Por conta disso nós Maçons devemos respeito a este grande exemplo de vida. A palavra natal já foi natalis no latim, derivada do verbo nascor (nasceris, nasceris, nasci, natus sum) que tem sentido de NASCER. Que este dia seja também um novo nascimento para nós e que esta nova vida seja baseada na JUSTIÇA, na VERDADE, na HONRA e no PROGRESSO. Feliz nascimento querido Irmão.
De acordo com o PROMAÇOM cujo programa visa à integração das Lojas Maçônicas, segue em anexo, o quadro com as atividades das Lojas que se reúnem na avenida Brasil 478 e, de algumas situadas fora do Palácio Maçônico.
Grato pela atenção
TFA
QUIRINO
Sérgio Quirino Guimarães
ARLS Presidente Roosevelt 025
Segundas-feiras, Templo 801
Palácio Maçônico - Grande Loja
Belo Horizonte - Minas Gerais
0 xx 8853-2969
Ano 04 - artigo 53 - número seqüencial 282

Escrito por sublime Uniao às 16h54
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23/12/2010


FELIZ NATAL !!!

O BLOG SUBLIME UNIÃO  DESEJA A TODOS, VOTOS DE BOAS FESTAS E UM 2011  DE REALIZAÇÕES.

 

Estampa extraida do Blog "A Partir Pedra".

 

Escrito por sublime Uniao às 21h23
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03/12/2010


Masonic Symbols

Escrito por sublime Uniao às 13h18
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15/11/2010


O Simbolismo Maçônico de Pinóquio

O Simbolismo Maçônico de Pinóquio

Carlo Collodi escreveu em 1882 um livro chamado As Aventuras de Pinóquio, no qual conta a história de um velho mestre artesão que construiu um boneco de madeira.

Essa história simples é salpicada com considerações de ordem moral e da evolução da pessoa, que faz da história um relato iniciático, em que Pinóquio se vai desprendendo de seus muitos defeitos até se tornar um verdadeiro ser humano, uma criança nesse caso.

Poucas pessoas sabem que o Pinóquio, o boneco de madeira, saiu da mente e da criatividade do escritor italiano Carlo Collodi, não é um conto de fadas. Na verdade, é um romance, mas sua trama infantil suspeita é nada mais do que o veículo por meio do qual Collodi destina-se a entregar uma mensagem profundamente espiritual, iniciática, esotérica, de desenvolvimento pessoal.

 

Na verdade, a primeira coisa que gostaria de salientar é que o autor, Carlo Collodi, foi um membro da Ordem Maçônica, uma instituição que guarda e estuda as antigas tradições herméticas atribuídas a Hermes Trismegistus e é considerada a mais importante instituição esotérica hoje. Walt Disney, que essa história imortaliza no filme de animação e cujos desenhos representam mais do que qualquer outro o boneco e os outros personagens, também foi um Irmão maçom.

No contexto conturbado da reunificação italiana, liderada por outro Irmão, José Garibaldi, Collodi escreveu As Aventuras de Pinóquio, publicado em 1882. Uma análise superficial do trabalho revela uma apologia para a educação e uma denúncia do vício e da ociosidade. Ideais próprios da cultura ocidental, mas são inevitáveis mandatos para encomendas para as ordens esotéricas.

Vamos rever a história e marcar em negrito algumas palavras que são muito esclarecedoras do ponto de vista esotérico e maçônico em particular: Gepetto, um velho mestre que usa o avental, sempre sonhou em ter uma criança, de modo que, ao ver brilhar no céu a Estrela Azul fervorosamente pediu que seu desejo fosse concedido (esse é entrar em contato com um maior nível de consciência).

Naquela noite, enquanto dormia Gepetto, apareceu a Fada Azul e deu vida ao boneco e o advertiu a se comportar bem para se tornar um menino de verdade (o compreendemos a partir da ideia de ser um homem de verdade, outra ideia inspiradora das escolas de iniciáticas). Para aconselhamento sobre seu comportamento chamou o Grilo Falante como sua consciência (o trabalho consciente de desenvolvimento pessoal é também um ideal hermético).

Não nos esqueçamos de que Pinóquio foi trabalhado à mão pelo carpinteiro que o elaborou a partir de um pedaço de madeira, criando mesmo um boneco muito bom, graças ao seu esforço (na Maçonaria se trabalha para dar forma a uma pedra).

Os fios que movem o destino dos bonecos são semelhantes aos fios do destino que movem as pessoas, daqui para lá e vice-versa quando desenvolvemos a consciência. Assim, então, Pinóquio com falta de consciência e surdo aos ensinamentos do Grilo Falante (outro mestre) provou ser amoral e estúpido.

Poderia dizer que Pinóquio estava vivo, mas ainda não tinha livre arbítrio, estava dormindo, não usava a sua consciência, desconhecia o sendero da virtude e a libertação, foi uma espécie de “morto vivo”.

O esoterismo ensina que, infelizmente, a maioria dos seres humanos são como Pinóquio, eles seguem o caminho mais fácil e não sabem que existe algo melhor, algo que nos conecta com níveis mais elevados de consciência.

Um pesquisador maçônico, que estudou o assunto, disse: “A verdade é que existem apenas dois tipos de homens em todo o mundo: os poucos que já perceberam o esquema divino poderoso, e as imensas massas que ainda não o conhece. Os últimos vivem para eles mesmos, e estão muito escravizados por suas paixões; os primeiros vivem para Deus e para a evolução, que é a Sua vontade, e independe se são chamados Budistas ou hindus, muçulmanos ou cristãos, ou pensadores judeus.

Pinóquio é o escravo de seus “eus”, esse é um ego hipertrofiado produto de distintos vícios que foram acumulados. Suas mentiras fazem crescer o nariz e as orelhas de burro depois. Essa é uma alegoria física de todos os agregados psíquicos que o acompanham.

Uma e outra vez, Pinóquio, pela lei de causa e efeito, sofre as consequências de suas más ações, que o conduzem a uma vida desgraçada, em que o boneco paga com o sofrimento do karma que há sido gerado. Quando a vida de Pinóquio não poderia ser mais insuportável, é engolido por uma baleia.

Esse episódio, que evoca claramente a história bíblica de Jonas, vem a ser no simbolismo maçônico da câmara de reflexões que representa a descida ao centro da terra.

Que viveu até o próprio Jesus, se acreditarmos nas palavras de Mateus 12:40: “Pois assim como Jonas esteve no ventre do grande peixe por três dias e três noites, assim estará o Filho do Homem no seio da terra três dias e três noites “.

Não se esqueça de que o Filho do homem, também, como o Pinóquio, o filho de um mestre carpinteiro.

Como acontece com qualquer tradição esotérica válida é a morte mística; à luz de uma vela, Pinóquio medita sobre o seu destino e decide mudar, deixando para trás seu passado de inconsciência. Finalmente o boneco é expelido pela baleia para o mar, onde a água atua como um purificador, limpando interna e externamente a Pinóquio.

Diz-se que quando alguém está imerso em uma corrente de água, renasce para uma nova vida. Essa prática é comum em muitas tradições religiosas e do batismo cristão. Maçônicamente tem a ver com a lenda do terceiro grau e o Mar de bronze.

Pinóquio, no entanto, não sobrevive à fúria do oceano e, finalmente, se afoga. Essa morte do boneco equivale à morte mística do profano ao ser iniciado. Nas palavras do Evangelho lembra a sentença que está em João 3:3-10: “Em verdade te digo que se alguém não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus (…) quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus”.

Ao retornar à vida, Pinóquio vai para um estado mais elevado, que vai adquirir uma humanidade plena (para ser um menino de verdade). Vale a pena ver “Pinóquio” e descobrir o profundo conteúdo simbólico e iniciático desse trabalho. Especialmente recomendado para aqueles que pertencem a instituições herméticas filosófica como a Ordem Maçônica, Rosa Cruz, Gnósticos, Teosófica, Antroposófica Biosófica, Metafísicas e similares.

Mas para o resto dos mortais, que tentamos manter uma vida digna, enquadrada nos limites morais mais ou menos estáveis, a aventura de Pinóquio também tem muito a dizer, sobretudo porque o boneco se parece muito como nós somos. Podemos dizer o quanto a história de Pinóquio corresponde à evolução dos seres humanos para alcançar a plena realização da “humanidade”, como seres humanos completos e particularmente com a nossa própria evolução como maçons.

Autor

Texto extraído do Grupo Tempo de Estudos/SP

Escrito por sublime Uniao às 19h15
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23/08/2010


A LIÇÃO DO MESTRE

 

A Lição do Mestre

  • Sexta, 20 Agosto 2010 00:00
  • Escrito por A Jorge

charcoal_burningUm Maçon, que regularmente frequentava uma determinada Loja, sem qualquer aviso, deixou de participar nas reuniões. Após algumas semanas, um dos Mestres daquela Oficina decidiu visitá-lo.

Era uma noite muito fria.

O Mestre encontrou o Irmão em casa, sozinho, sentado diante da lareira, onde ardia um fogo brilhante e acolhedor. Adivinhando a razão da visita, o Irmão deu as boas-vindas ao Irmão Mestre, conduziu-o a uma grande cadeira perto da lareira e ficou quieto, esperando. No silêncio sério que se formara, apenas contemplavam a dança das chamas em torno das rachas de lenha, que ardiam.

Passados alguns minutos, o Mestre examinou as brasas que se formaram e cuidadosamente selecionou uma delas, a mais incandescente de todas, empurrando-a para o lado. Voltou então a sentar-se, permanecendo silencioso e imóvel.

 

O anfitrião prestava atenção a tudo, intrigado e quieto. Aos poucos a chama da brasa solitária diminuía, até que houve um brilho momentâneo e o seu fogo se apagou de vez. Em pouco tempo, o que antes era uma festa de calor e luz, agora não passava de um negro, quase frio e quase morto pedaço de carvão recoberto de uma camada de cinza acinzentada.

Nenhuma palavra tinha sido dita desde o protocolar cumprimento inicial entre os dois Irmãos. O Mestre, antes de se preparar para sair, manipulou novamente o carvão frio e aparentemente inútil, colocando-o de volta no meio do fogo. Quase imediatamente ele voltou a ficar incandescente, alimentado pela luz e calor dos carvões ardentes em seu redor.

Quando o Mestre alcançou a porta para partir, o seu anfitrião disse: "Obrigado. Pela sua visita e pelo belíssimo sermão. Estou de volta ao convívio dos Irmãos da Ordem. Muito obrigado!".

Respeitável Loja Mestre Affonso Domingues

Escrito por sublime Uniao às 16h52
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22/08/2010


RELIGIÃO E ESPIRITUALIDADE

Sempre que fiz referência à  maçonaria, costumava dizer  que  a  Maçonaria é um estado  de consciência, desde quando  iniciei  na sublime  ordem a quase 18 anos atrás.

Hoje, mais do  que  nunca assim continuo achando, e se  me  questionassem na época quem sabe  não saberia explicitar tão  bem quanto  ao  artigo  que estarei  postando  a seguir.

Recebi  por  por  e-mail de nosso Ir.'. Rui  Bandeira do Oriente de Portugal, que recebeu do Grupo Maçônico Orvalho do Hermon da cidade de Santos SP.

O texto do pastor Ed René Kivitz é de primeira água - e merece ser divulgao, lido e, sobretudo meditado.

No dia 1°/Abr/2010, o elenco do Santos, atual campeão paulista de futebol, foi a uma instituição que abriga trinta e quatro pessoas. O objetivo era distribuir ovos de Páscoa para crianças e adolescentes, a maioria com paralisia cerebral.
Ocorreu que boa parte dos atletas não saiu do ônibus que os levou.
Entre estes, Robinho (26a), Neymar (18a), Ganso (21a), Fábio Costa (32a), Durval (29a), Léo (24a), Marquinhos (28a) e André (19a), todos ídolos super-aguardados.
O motivo teria sido religioso, a instituição é espírita, o Lar Espírita Mensageiros da Luz, de Santos-SP, cujo lema é Assistência à Paralisia Cerebral
Visivelmente constrangido, o técnico Dorival Jr. tentou convencer o grupo a participar da ação de caridade. Posteriormente, o Santos informou que os jogadores não entraram no local simplesmente porque não quiseram.
Dentro da instituição, os outros jogadores participaram da doação dos 600 ovos, entre eles, Felipe (22a), Edu Dracena (29a), Arouca (23a), Pará (24a) e Wesley (22a), que conversaram e brincaram com as crianças.
Eis que o escritor, conferencista e Pastor (com P maiúsculo) ED RENÉ KIVITZ, da Igreja Batista de Água Branca (São Paulo), fez uma análise profunda sobre o ocorrido e escreveu o texto abaixo que tenho o prazer de compartilhar.

 

No Brasil, futebol é religião, por Ed Rene Kivitz


Os meninos da Vila pisaram na bola.

Mas prefiro sair em sua defesa.

Eles não erraram sozinhos.

Fizeram a cabeça deles.

O mundo religioso é mestre em fazer a cabeça dos outros. Por isso, cada vez mais me convenço que o Cristianismo implica a superação da religião, e cada vez mais me dedico a pensar nas categorias da espiritualidade, em detrimento das categorias da religião.


A religião está baseada nos ritos, dogmas e credos, tabus e códigos morais de cada tradição de fé. A espiritualidade está fundamentada nos conteúdos universais de todas e cada uma das tradições de fé.

Quando você começa a discutir quem vai para céu e quem vai para o inferno; ou se Deus é a favor ou contra à prática do homossexualismo; ou mesmo se você tem que subir uma escada de joelhos ou dar o dízimo na igreja para alcançar o favor de Deus, você está discutindo religião.

Quando você começa a discutir se o correto é a reencarnação ou a ressurreição, a teoria de Darwin ou a narrativa do Gênesis, e se o livro certo é a Bíblia ou o Corão, você está discutindo religião.

Quando você fica perguntando se a instituição social é espírita kardecista, evangélica, ou católica, você está discutindo religião.

O problema é que toda vez que você discute religião você afasta as pessoas umas das outras, promove o sectarismo e a intolerância.

A religião coloca de um lado os adoradores de Allá, de outro os adoradores de Yahweh, e de outro os adoradores de Jesus. Isso sem falar nos adoradores de Shiva, de Krishna e devotos do Buda, e por aí vai.

E cada grupo de adoradores deseja a extinção dos outros, ou pela conversão à sua religião, o que faz com que os outros deixem de existir enquanto outros e se tornem iguais a nós, ou pelo extermínio através do assassinato em nome de Deus, ou melhor, em nome de um deus, com d minúsculo, isto é, um ídolo que pretende se passar por Deus.

Mas, quando você concentra sua atenção e ação, sua práxis, em valores como reconciliação, perdão, misericórdia, compaixão, solidariedade, amor e caridade, você está no horizonte da espiritualidade, comum a todas as tradições religiosas. E quando você está com o coração cheio de espiritualidade, e não de religião, você promove a justiça e a paz.Os valores espirituais agregam pessoas, aproxima os diferentes, faz com que os discordantes no mundo das crenças se deem as mãos no mundo da busca de superação do sofrimento humano, que a todos nós humilha e iguala, independentemente de raça, gênero, e inclusive religião.

Em síntese, quando você vive no mundo da religião, você fica no ônibus. Quando você vive no mundo da espiritualidade que a sua religião ensina ou pelo menos deveria ensinar, você desce do ônibus e dá um ovo de páscoa para uma criança que sofre a tragédia e miséria de uma paralisia mental.

Ed René Kivitz, cristão, pastor evangélico, e santista desde pequenininho.

Conclusão do Rui Bandeira

Não sei se o Pastor Ed René Kivitz é ou não maçom. Nem sequer sei se ele aprecia os maçons. Sei que concordo em todas as frases, em todas as palavras, em todas as letras, com o que o Pastor escreveu.

Isto é o que a Maçonaria ensina. Isto é o que os maçons devem e procuram aprender. Que seja ensinado por quem, porventura, não é maçom, não interessa nada. Porque as boas lições são para serem aprendidas, venham de onde vierem. Hoje tenho muita honra em bradar que aprendi com este texto e em aqui o publicar para que outros possam também com ele aprender.

Rui Bandeira, maçom, advogado e benfiquista desde pequenininho.


 

 

Escrito por sublime Uniao às 13h35
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25/07/2010


A T R I T O S

Escrito por sublime Uniao às 19h10
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ACACIA .

Acácia Símbolo DA Imortalidade

Filosofando

Ir.'. Rubens Cardoso

A Crença DA imortalidade DA alma tem sido considerada sempre como um dos dogmas mais fundamentais DA Maçonaria. Os filósofos antigos não concebiam que poderia transformar-se a alma, quinto elemento segundo OS índios e OS Egípcios, e declararam-na imortal.

Em certo grau DA Maçonaria, a imortalidade se simboliza por um ramo de Acácia. A Acácia é uma planta consagrada como símbolo das cerimônias espirituais. Alguns a confundem erroneamente com a cássia. Este erro tem sido cometido até por escritores ilustres.

A Acácia, na antiguidade, era estimada como árvore sagrada. Crescia abundantemente nas cercanias de Jerusalém, onde se encontra até hoje, sendo muito comum e conhecida. O mundo moderno a USA para fazer a goma arábica. Da Acácia, Moisés ordenou que se fizesse o Tabernáculo, a Arca DA Aliança e OS demais adornos sagrados.

Com esses antecedentes não é de estranhar que OS primeiros Maçons, ao tomarem conhecimento DA história de Israel, adotassem a planta sagrada, a Acácia, como símbolo de uma importante verdade moral e religiosa. No sistema místico, a Acácia além DA Imortalidade DA alma, também simboliza a inocência.

Se assegura que OS antigos substituíram pela Acácia todas as outras plantas, porque acreditavam que ela era incorruptível e não estava exposta aos ataques de insetos e outros animais, simbolizando assim, a natureza incorruptível DA alma.

Em resumo: A Acácia, é o símbolo DA imortalidade, DA inocência, DA incorruptibilidade DA alma, sendo este simbolismo de caráter peculiar e pouco comum que não depende DA relação entre o simbolismo ou a coisa simbolizada, e sim do duplo significado DA palavra.

Escrito por sublime Uniao às 19h02
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15/07/2010


Escrito por sublime Uniao às 08h49
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14/07/2010


Porque é que o olho que tudo vê – símbolo maçónico – aparece nas notas de dólar?

 

http://igrejaconfortodivino.files.wordpress.com/2009/10/dolar2.jpghttp://3.bp.blogspot.com/_Y6Zegq2_6VI/SKEARsBhijI/AAAAAAAAADk/6-oLBXRb_DY/s320/OneDollar_NovusOrdoSeclorum.jpg


Pode-me explicar uma coisa? Porque é que o olho que tudo vê – símbolo maçónico – aparece nas notas de dólar?

Resposta: Como deverá saber, grande parte dos Pais Fundadores dos Estados Unidos da América foram maçons, designadamente George Washington, que foi Grão-Mestre da Grande Loja do seu Estado e cuja efígie figura na nota de 1 dólar, aquela em que, no verso, está o "olho q ue tudo vê". Por outro lado, o "olho que tudo vê" é também uma conhecida representação do Criador. E, se reparar, no mesmo lado da nota de dólar onde está essa imagem, está a divisa "In God we trust", divisa adotada pelos USA. Quer pelo significado simbólico religioso, quer pelo significado simbólico maçónico, os criadores da nota de dólar decidiram colocar lá o símbolo. O que demonstra ainda uma outra coisa: nos EUA, a Maçonaria Americana é CRENTE e uma interventora social conhecida e reconhecida, daí que por lá uma coisa como esta seja encarada como natural - e é-o. Essa é uma das razões porque entendo que a Maçonaria Europeia do século XXI, particularmente a Maçonaria Regular Portuguesa deve rejeitar a fama e o (mau) proveito de secretismo, divulgando o que faz, por que faz, como faz e dizendo abertamente o pouco que reserva para si, e porquê - como nós procuramos fazer aqui no A Partir Pedra.

"Nos EUA, a Maçonaria não só não é nada secreta, como é uma interventora social amplamente reconhecida!Em qualquer cidadezinha americana, o edifício da Lojaa maçónica local é conhecido e frequentado - por vezes tem a categoria de monumento local. A condição de maçom faz parte e é menção do currículo de quem o é. Há hospitais e bibliotecas publicamente financiadas pela maçonaria americana - e disso dando conta na sua documentação dirigida ao público. A Maçonaria americana é uma instituição social como as outras, conhecida e reconhecida como as outras. Pode-se não gostar, mas negar a evidência é desonestidade intelectual... "

A propósito desta resposta, uma pequena correção: não consegui confirmar que George Washington tenha sido efetivamente eleito Grão-Mestre da Grande Loja da Virgínia (a colónia e, depois, o Estado americano onde residia). Conforme verifiquei na página da Saiba mais')" href="javascript:void(0);">História dessa Grande Loja, aquando das diligências para a sua criação, foi sugerido para seu primeiro Grão-Mestre George Washington, mas declinou o convite, em virtude das suas obrigações como Comandante na Guerra da Independência dos Estados Unidos (cfr. Saiba mais')" href="javascript:void(0);">aqui) e o primeiro Grão-Mestre da Grande Loja da Virgínia veio a ser, em 1778, John Blair Jr..

George Washington veio, no entanto, a exercer funções de "acting Grand Master" (Grão-Mestre em exercício), isto é, a exercer ritualmente a função de Grão.Mestre em determinada cerimónia, em substituição do Grão-Mestre de ofício, designadamente na cerimónia da Colocação da Primeira Pedra do Capitólio, em Saiba mais')" href="javascript:void(0);">18 de setembro de 1793, cerimónia de que existe o conhecido quadro que se reproduz acima.


Rui Bandeira

Escrito por sublime Uniao às 20h53
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16/03/2010


INTOLERÂNCIA

10 Março 2010

Intolerância

Airton da Fonseca, maçom e editor do Novo Blog do Ferra Mula, escreveu, em comentário ao texto "Ansiedade":


Muito se escreve sobre a Tolerância. Gostaria muito que o Ir.'. fizesse uma peça de arquitetura sobre a Intolerância. É sabido que a Tolerância é uma virtude que deve ser praticada pelos IIr.'., mas me parece que do ponto de vista global, a intolerância é o mal do século que se findou e continua mais evidente em nossos dias.

Correspondendo ao pedido, o tema de hoje é, então, a Intolerância.

À primeira vista, intolerância é o oposto de tolerância, virtude que, como muito bem acentua Airton da Fonseca, deve ser praticada pelos maçons. Bastaria então definir esta para, por oposição, nos depararmos com aquela.

Este caminho é tentador. Recordo-me de uma frase que bastas vezes ouvi a Fernando Teixeira, Grão-Mestre Fundador: "O limite da Tolerância é a estupidez". Portanto, se a estupidez está fora da tolerância, aí temos: a Intolerância não será, então, mais do que uma estupidez!

O que apetece declarar ser uma grande verdade!

Mas, por muito tentador que seja proclamar isto, uma mais atenta meditação permite-nos apreender que, em bom rigor, o oposto da Tolerância não é a Intolerância, é o Preconceito.

O tolerante renega, rejeita o preconceito. O preconceituoso, esse, não está disponível para tolerar a diferença, o que considera erro ou o que vê como inferior.

Há mais de três anos, aqui no blogue, o José Ruah e eu mantivemos uma não totalmente desinteressante polémica sobre o conceito de Tolerância. Quem não a leu, ou dela não se recorda, poderá através do marcador "Tolerância", localizar os doze textos em que essa troca de opiniões se desenvolveu, publicados entre 16 de novembro de 2006 e 16 de janeiro de 2007.

O ponto de partida da controvérsia foi o entendimento do José Ruah de que a tolerância pressupõe uma posição de superioridade (moral, social, pessoal, conceptual, o que se quiser) do tolerante em relação ao tolerado, ao que eu contrapus o meu entendimento da igualdade essencial de planos entre ambos, no verdadeiro conceito de Tolerância.

Recordo aqui esta troca de opiniões, porque precisamente entendo que é o Preconceituoso que se pretende colocar numa posição de superioridade, não o Tolerante quE nela se coloca.

Curiosamente, não me parece que essa seja, necessariamente (pode sê-la, mas não o é necessariamente) a posição do Intolerante. Este, em relação ao objeto da sua Intolerância, não se arroga necessariamente da condição de superioridade. Pode muito bem atribuir ao objeto da sua postura uma posição no mesmo plano da sua - ou pode mesmo reconhecer-lhe a prevalência - e precisamente por isso contra o objeto da sua Intolerância lutar.

Porque a Intolerância não é, nunca, conceptualmente, passiva. É sempre proativa, tendencialmente agressora, ou, pelo menos, agressivamente opositora.

A Intolerância não é, pois, a mera antinomia, oposição, à Tolerância. É bem mais do que isso, é um estado de espírito tendencialmente militante, diverso, suscetível de assumir múltiplas formas ou manifestações.

A Tolerância é sempre uma postura de ordem moral. A Intolerância não é necessariamente uma postura de que a Moral está arredada. Não se admire o leitor: não me enganei e quis mesmo escrever o que acabei de escrever! Esclarecerei porquê.

É que, ao contrário do que me parece que entende o Airton, não considero a Intolerância necessariamente um mal. Volte a leitor a não se admirar. Novamente quis escrever o que acabei de escrever. E repito: a Tolerância é sempre uma virtude, um bem; a Intolerância - ao contrário do Preconceito - nem sempre é um mal. Explico então, antes que o leitor conclua definitivamente que ensandeci de vez.

Considero-me uma pessoa tolerante. Esforço-me por sê-lo e por praticar esta virtude. Procuro banir o Preconceito da minha postura. Mas entendo - e julgo que todos também assim o entenderão - que há na Vida e no Mundo coisas e posturas e situações que não podem, não devem, ser toleradas. Em relação às quais não só podemos como devemos ser absoluta, completa e inamovivelmente INTOLERANTES.

Sou completamente INTOLERANTE em relação à pedofilia, à violação, à violência gratuita, ao abuso de poder, à opressão, aos maus-tratos dos mais fracos. Só para dar alguns exemplos e exemplos por todos pacificamente aceites.

Em termos morais, a Intolerância é, em si mesma, neutra. Não é necessariamente um mal ou um bem. Depende do seu objeto. Admito que muitas das intolerâncias com que nos deparamos são um mal. Mas são-no em função do seu objeto. A Intolerância religiosa, ou de cariz racial, ou derivada de preconceito social são obviamente más. Era certamente nisso que o Airton pensava quando escreveu o que acima se transcreveu. Mas são más EM FUNÇÃO DO SEU OBJETO, não porque intrinsecamente a intolerância seja necessariamente sempre má. Creio já ter acima elucidado convenientemente que há intolerâncias que, atento o caráter particularmente desprezível dos seus objetos, não são más - pelo contrário, são socialmente úteis e que devem ser cultivadas por quem procura ser uma pessoa de bons costumes.

Portanto, e em conclusão: o oposto da Tolerância não é a Intolerância - é o Preconceito. Em termos morais, a Tolerância é boa, o Preconceito é mau, a Intolerância é neutra, sendo boa ou má consoante o objeto sobre que se manifeste.

Surpreendido?

Rui Bandeira

 

Escrito por sublime Uniao às 20h59
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11/03/2010


O Verdadeiro Segredo Maçônico

O Verdadeiro Segredo Maçônico

Por Fernando Pessoa

O verdadeiro Segredo Maçônico...
É um segredo de vida
e não de ritual
e do que se lhe relaciona.
Os Graus Maçônicos comunicam àqueles que os recebem,
sabendo como recebe-los,
um certo espírito,
uma certa aceleração da vida
do entendimento
e da intuição,
que atua como uma espécie
de chave mágica dos próprios símbolos,
e dos símbolos
e rituais não maçônicos,
e da própria vida.
É um espírito,
um sopro posto na Alma,
e, por conseguinte,
pela sua natureza,


...incomunicável.

Escrito por sublime Uniao às 16h32
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03/02/2010


A MAÇONARIA NÃO DEVERIA EXISTIR

A MAÇONARIA NÃO DEVERIA EXISTIR



Dia desses fui acompanhar a sindicância de um menino de 14 anos, pretendente
a ser iniciado na Ordem DeMolay no Capítulo do qual faço parte.

Estávamos em um grupo de 4 pessoas para esta sindicância. Além de mim, iam
meu filho e mais dois DeMolays.

Chegamos na casa do menino e a sindicância começou como começam todas as
sindicâncias, os DeMolays explicando ao candidato o que é a Ordem, como ela
se iniciou, seus preceitos, as virtudes que são cultuadas, etc, etc...

Na minha posição de Tio eu só escutava as explicações, acompanhava as
perguntas curiosas e as respostas bem fundamentadas.

Porém, eu percebia que o candidato ficava incomodado com as respostas e
acabava questionando com mais ênfase determinados pontos até que ele
perguntou:

“- Ok, vocês me explicaram que a Ordem DeMolay prega o respeito a Pai e Mãe,
quer que sejamos cidadãos patriotas, tolera e respeita todas as religiões e
etc, mas eu não preciso ser DeMolay para fazer isso, pois isso é que meus
pais têm me ensinado desde pequeno. Então, por que eu precisaria ser
iniciado na Ordem para continuar fazendo o que eu já faço?”

Se não fosse a seriedade do momento teria sido engraçado, pois tanto meu
filho quanto os outros dois DeMolays ficaram com aquela cara de “putz, é
verdade, eu não tinha pensado nisso. E agora, o que eu respondo?”.

Aí todo mundo olhou para mim, esperando uma ajuda na resposta e eu fui
obrigado a dizer algo. Mas eu acho que eles não esperavam a resposta que eu
dei.

Disse assim:

“- Sabe, eu já me fiz essa pergunta algumas vezes e só pude concluir uma
coisa: A Maçonaria não deveria existir, assim como a Ordem DeMolay também
não deveria existir”.

Nossa!!! a cara de pânico dos meninos era hilária. No mínimo eles pensaram
“Este cara ficou doido. A gente vem tentar trazer mais um membro para nossa
Ordem e ele diz que ela deveria acabar? Ele deve ter ficado maluco”.

Aí eu tive de continuar a explicar minha “teoria”:

“- Na verdade as pessoas não deveriam precisar ser lembradas a todo momento
que elas devem ter respeito pelo seu país, sua família ou ao próximo. Aliás
deveria ser a coisa mais normal do mundo nós nos reunirmos para arrecadar
fundos para ajudar um orfanato. Aliás, mas aliás mesmo, se o mundo fosse
diferente, nem deveriam existir orfanatos, pois não deveriam existir
crianças abandonadas pelos pais.

Nós deveríamos sair à rua e não deveria ser normal querermos brigar com o
motorista de outro carro por causa de uma vaga para estacionar.

Ninguém deveria desconfiar da honestidade de outra pessoa, porque a
desonestidade não deveria existir.

Eu não deveria colocar portões na minha casa e me fechar dentro de uma
gaiola para evitar ser assaltado, porque a violência não deveria existir.

Ninguém deveria temer sair de casa com a camisa do seu time de futebol
preferido, com medo de ser espancado até a morte por uma meia dúzia de
imbecis que usam uma camisa de outro time.

Mas, infelizmente, este mundo que acabei de comentar não existe e somos
expostos diariamente a tantas influências negativas que temos de procurar
uma forma de nos unirmos a pessoas que ainda cultuam algum tipo de preceitos
e valores morais e que pensem como nós. E para isso que existe a Maçonaria e
a Ordem DeMolay, por exemplo.

Lá somos lembrados a continuar usando tudo de bom que aprendemos com nossos
pais e nos são “relembrados” alguns outros valores que acabamos esquecendo
com a correria da vida.

No dia que o ser humano aprender a respeitar ao próximo eu proponho o fim da
Maçonaria e de todas as Ordens semelhantes. Enquanto isso seria um prazer
ter você conosco.”

Hoje este candidato não é mais candidato, pois foi iniciado DeMolay logo
depois.

Mas o que mais me deixou feliz foi escutar esta minha teoria repetida por um
dos meninos que estavam participando daquela sindicância para outro
candidato à Ordem DeMolay, dias depois. Ou seja, até que esta teoria não é
tão maluca assim, pois mais alguém concorda com ela.

Esta história foi narrada por um Irmão Maçom desconhecido, mas ela deve ser
muita divulgada entre nós...

Klebber S Nascimento - http://www.formadoresdeopiniao.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=3542:a-maconaria-nao-deveria-existir&catid=66:templo&Itemid=85

Escrito por sublime Uniao às 08h16
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