Sublime União


23/08/2010


A LIÇÃO DO MESTRE

 

A Lição do Mestre

  • Sexta, 20 Agosto 2010 00:00
  • Escrito por A Jorge

charcoal_burningUm Maçon, que regularmente frequentava uma determinada Loja, sem qualquer aviso, deixou de participar nas reuniões. Após algumas semanas, um dos Mestres daquela Oficina decidiu visitá-lo.

Era uma noite muito fria.

O Mestre encontrou o Irmão em casa, sozinho, sentado diante da lareira, onde ardia um fogo brilhante e acolhedor. Adivinhando a razão da visita, o Irmão deu as boas-vindas ao Irmão Mestre, conduziu-o a uma grande cadeira perto da lareira e ficou quieto, esperando. No silêncio sério que se formara, apenas contemplavam a dança das chamas em torno das rachas de lenha, que ardiam.

Passados alguns minutos, o Mestre examinou as brasas que se formaram e cuidadosamente selecionou uma delas, a mais incandescente de todas, empurrando-a para o lado. Voltou então a sentar-se, permanecendo silencioso e imóvel.

 

O anfitrião prestava atenção a tudo, intrigado e quieto. Aos poucos a chama da brasa solitária diminuía, até que houve um brilho momentâneo e o seu fogo se apagou de vez. Em pouco tempo, o que antes era uma festa de calor e luz, agora não passava de um negro, quase frio e quase morto pedaço de carvão recoberto de uma camada de cinza acinzentada.

Nenhuma palavra tinha sido dita desde o protocolar cumprimento inicial entre os dois Irmãos. O Mestre, antes de se preparar para sair, manipulou novamente o carvão frio e aparentemente inútil, colocando-o de volta no meio do fogo. Quase imediatamente ele voltou a ficar incandescente, alimentado pela luz e calor dos carvões ardentes em seu redor.

Quando o Mestre alcançou a porta para partir, o seu anfitrião disse: "Obrigado. Pela sua visita e pelo belíssimo sermão. Estou de volta ao convívio dos Irmãos da Ordem. Muito obrigado!".

Respeitável Loja Mestre Affonso Domingues

Escrito por sublime Uniao às 16h52
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22/08/2010


RELIGIÃO E ESPIRITUALIDADE

Sempre que fiz referência à  maçonaria, costumava dizer  que  a  Maçonaria é um estado  de consciência, desde quando  iniciei  na sublime  ordem a quase 18 anos atrás.

Hoje, mais do  que  nunca assim continuo achando, e se  me  questionassem na época quem sabe  não saberia explicitar tão  bem quanto  ao  artigo  que estarei  postando  a seguir.

Recebi  por  por  e-mail de nosso Ir.'. Rui  Bandeira do Oriente de Portugal, que recebeu do Grupo Maçônico Orvalho do Hermon da cidade de Santos SP.

O texto do pastor Ed René Kivitz é de primeira água - e merece ser divulgao, lido e, sobretudo meditado.

No dia 1°/Abr/2010, o elenco do Santos, atual campeão paulista de futebol, foi a uma instituição que abriga trinta e quatro pessoas. O objetivo era distribuir ovos de Páscoa para crianças e adolescentes, a maioria com paralisia cerebral.
Ocorreu que boa parte dos atletas não saiu do ônibus que os levou.
Entre estes, Robinho (26a), Neymar (18a), Ganso (21a), Fábio Costa (32a), Durval (29a), Léo (24a), Marquinhos (28a) e André (19a), todos ídolos super-aguardados.
O motivo teria sido religioso, a instituição é espírita, o Lar Espírita Mensageiros da Luz, de Santos-SP, cujo lema é Assistência à Paralisia Cerebral
Visivelmente constrangido, o técnico Dorival Jr. tentou convencer o grupo a participar da ação de caridade. Posteriormente, o Santos informou que os jogadores não entraram no local simplesmente porque não quiseram.
Dentro da instituição, os outros jogadores participaram da doação dos 600 ovos, entre eles, Felipe (22a), Edu Dracena (29a), Arouca (23a), Pará (24a) e Wesley (22a), que conversaram e brincaram com as crianças.
Eis que o escritor, conferencista e Pastor (com P maiúsculo) ED RENÉ KIVITZ, da Igreja Batista de Água Branca (São Paulo), fez uma análise profunda sobre o ocorrido e escreveu o texto abaixo que tenho o prazer de compartilhar.

 

No Brasil, futebol é religião, por Ed Rene Kivitz


Os meninos da Vila pisaram na bola.

Mas prefiro sair em sua defesa.

Eles não erraram sozinhos.

Fizeram a cabeça deles.

O mundo religioso é mestre em fazer a cabeça dos outros. Por isso, cada vez mais me convenço que o Cristianismo implica a superação da religião, e cada vez mais me dedico a pensar nas categorias da espiritualidade, em detrimento das categorias da religião.


A religião está baseada nos ritos, dogmas e credos, tabus e códigos morais de cada tradição de fé. A espiritualidade está fundamentada nos conteúdos universais de todas e cada uma das tradições de fé.

Quando você começa a discutir quem vai para céu e quem vai para o inferno; ou se Deus é a favor ou contra à prática do homossexualismo; ou mesmo se você tem que subir uma escada de joelhos ou dar o dízimo na igreja para alcançar o favor de Deus, você está discutindo religião.

Quando você começa a discutir se o correto é a reencarnação ou a ressurreição, a teoria de Darwin ou a narrativa do Gênesis, e se o livro certo é a Bíblia ou o Corão, você está discutindo religião.

Quando você fica perguntando se a instituição social é espírita kardecista, evangélica, ou católica, você está discutindo religião.

O problema é que toda vez que você discute religião você afasta as pessoas umas das outras, promove o sectarismo e a intolerância.

A religião coloca de um lado os adoradores de Allá, de outro os adoradores de Yahweh, e de outro os adoradores de Jesus. Isso sem falar nos adoradores de Shiva, de Krishna e devotos do Buda, e por aí vai.

E cada grupo de adoradores deseja a extinção dos outros, ou pela conversão à sua religião, o que faz com que os outros deixem de existir enquanto outros e se tornem iguais a nós, ou pelo extermínio através do assassinato em nome de Deus, ou melhor, em nome de um deus, com d minúsculo, isto é, um ídolo que pretende se passar por Deus.

Mas, quando você concentra sua atenção e ação, sua práxis, em valores como reconciliação, perdão, misericórdia, compaixão, solidariedade, amor e caridade, você está no horizonte da espiritualidade, comum a todas as tradições religiosas. E quando você está com o coração cheio de espiritualidade, e não de religião, você promove a justiça e a paz.Os valores espirituais agregam pessoas, aproxima os diferentes, faz com que os discordantes no mundo das crenças se deem as mãos no mundo da busca de superação do sofrimento humano, que a todos nós humilha e iguala, independentemente de raça, gênero, e inclusive religião.

Em síntese, quando você vive no mundo da religião, você fica no ônibus. Quando você vive no mundo da espiritualidade que a sua religião ensina ou pelo menos deveria ensinar, você desce do ônibus e dá um ovo de páscoa para uma criança que sofre a tragédia e miséria de uma paralisia mental.

Ed René Kivitz, cristão, pastor evangélico, e santista desde pequenininho.

Conclusão do Rui Bandeira

Não sei se o Pastor Ed René Kivitz é ou não maçom. Nem sequer sei se ele aprecia os maçons. Sei que concordo em todas as frases, em todas as palavras, em todas as letras, com o que o Pastor escreveu.

Isto é o que a Maçonaria ensina. Isto é o que os maçons devem e procuram aprender. Que seja ensinado por quem, porventura, não é maçom, não interessa nada. Porque as boas lições são para serem aprendidas, venham de onde vierem. Hoje tenho muita honra em bradar que aprendi com este texto e em aqui o publicar para que outros possam também com ele aprender.

Rui Bandeira, maçom, advogado e benfiquista desde pequenininho.


 

 

Escrito por sublime Uniao às 13h35
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